segunda-feira, 21 de outubro de 2013

El Dorado - A Cidade Perdida da Amazônia




Durante quase 500 anos, os exploradores têm procurado em vão por uma cidade perdida, que agora, com o Google Earth, pode ter sido encontrada.

Desde a época dos conquistadores, a lenda de uma antiga civilização perdida no meio da floresta amazônica tem encantado centenas de exploradores e levou muitos à morte. Alguns chamavam o seu sonho de El Dorado. Outros, mais notavelmente o coronel Percy Fawcett, glorioso explorador britânico bigodudo (e modelo da vida real para Indiana Jones) nomeou-a de Cidade Z. Mas ninguém jamais voltou da Amazônia com provas concludentes de que tal lugar existiu.

Agora três cientistas chegaram perto de fazer isso. O jornal Antiquity publicou um relatório mostrando mais de 200 obras de terraplanagem maciça na bacia do Amazonas, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. Do céu, parece que uma série de figuras geométricas foram escavadas na terra, mas os arqueólogos e historiadores, que publicaram o relatório acreditam que essas formas são os restos de estradas, pontes, fossos, avenidas e praças que formaram a base para uma sofisticada civilização que abrange 155 milhas, o que poderia ter apoiado uma população de 60.000 pessoas. Os vestígios datam do 200 a 1283 D.C.

É uma surpreendente descoberta – que se baseia no trabalho arqueológico recente no Brasil e norte da Bolívia e na disponibilidade de imagens do Google Earth de seções desmatadas da Amazônia. Desde os anos 1980 antropólogos começaram a revelar indícios de civilizações avançadas que viveram na bacia Amazônica: o último desenvolvimento supera todos eles.

David Grann, autor de The Lost City of Z, acredita que a importância desta descoberta não pode ser exagerada. “Ela quebra as noções prevalecentes do que a Amazônia parecia antes da chegada de Cristóvão Colombo“, diz ele.

“Durante séculos, os cientistas assumiram que a selva era simplesmente uma armadilha mortal, um ‘paraíso contrafeito’, onde apenas pequenos, primitivos, tribos nômades existiram. Estas descobertas mostram que a Amazônia era, na verdade, o lar de uma grande civilização que antecedeu os incas e construiu uma sociedade extraordinariamente sofisticada com terraplenagem monumental.”

O sonho de encontrar civilizações perdidas da América do Sul tem persistido durante séculos, principalmente por causa dos dois primeiros sucessos que fizeram a terra tremer. Como John Hemming, ex-diretor da Royal Geographical Society, narra em seu livro de 1978, The Search For El Dorado, foram os conquistadores que começaram a mania. Em 1519 Hernán Cortés e seus soldados descobriram a cidade asteca de Tenochtitlán, no México. No início de 1530, Francisco Pizarro conquistou o império Inca, no que é agora o Peru. A idéia de uma “Cidade Dourada” em algum lugar mais profundo na floresta inexplorada foi apresentado no imaginário europeu e nunca mais foi esquecido.

Grann cita que em 1753 um bandeirante Português – um soldado da fortuna – emergiu da selva amazônica e descreveu como “depois de uma longa e perturbadora peregrinação, incitado pela ganância insaciável de ouro”, ele tinha visto as ruínas de uma antiga cidade no topo de uma montanha. O homem entrou na cidade, descobrindo “arcos de pedra, uma estátua, avenidas largas e um templo com hieróglifos“. O bandeirante escreveu: “As ruínas mostraram bem o tamanho e grandeza que deve ter havido lá e como populosa e opulenta deveia ter sido na época em que floresceu”.

Pouco antes da eclosão da primeira guerra mundial, Fawcett, que havia sido enviado em anteriores missões exploratórias à América do Sul pela Royal Geographical Society, leu o relatório do Bandeirante. Ele foi fisgado. Mas, quando ele estava preparando mapas para uma expedição para encontrar o que chamou de City of Z, a guerra interveio. Após o armistício, em 1918, ele tentou levantar fundos para uma expedição a Z e foi demitido como um maluco.

Fawcett – cujo lema de família era “Dificuldades que se dane” – não se intimidou. Em 1920, ele liderou uma missão caótica para encontrar a cidade perdida, que terminou quando ele teve que matar seu cavalo (em um local conhecido posteriormente como Dead Horse Camp). As expedições de Fawcett tinham muitas vezes esse teor amadorista. Ele era conhecido por deixar [tudo] para a selva carregando apenas uma mochila de 60lb e uma cópia do poema de Rudyard Kipling’s, The Explorer. Quando seu pequeno grupo foi emboscado pelos nativos, Fawcett disse ter ordenado aos seus homens para tocar instrumentos musicais e cantar “Soldados da Rainha”, enquanto as setas caiam em torno deles.

A excentricidade do explorador mascarava uma convicção cada vez mais fervorosa na existência de uma cidade perdida. Ele insistia, em suas súplicas por fundos à Royal Geographical Society, que eram “as mais notáveis relíquias de uma antiga civilização” na Amazônia. Depois de voltar de sua missão abortada em 1920, ele praguejou mais uma vez contra seus opositores. “It will of course come out”, escreveu ele, “que um Colombo moderno foi rejeitado na Inglaterra.”

Em 1925 Fawcett, próximo de ser destituído na época, partiu em sua segunda e última expedição para encontrar a cidade de Z. Ele escreveu à esposa: “Você não precisa ter medo de qualquer falha.” Mas ele nunca mais foi visto. Em 1927 ele foi declarado desaparecido pela Royal Geographical Society. Duas missões subsequentes tentaram encontrá-lo, mas sem sucesso.

Quase um século depois do desaparecimento de Fawcett, seus instintos parecem ter-se provado como corretos. “Embora ele esperace a cidade Z como construída de pedra, e apesar de até o final de sua vida, ele tenha tido uma noção mais fantástica do que seria adequado, estas descobertas mostram que ele foi, de muitas maneiras, extraordinariamente presciente”, diz Grann.

“De fato, durante seus anos de investigação, ele relatou uma descoberta muito semelhante: grandes montes de terra cheia de cerâmica antiga e frágil e de uma rede de interconexão de calçadas e estradas. Ele estava convencido de que havia ruínas que antecederam os incas e que a Amazônia tem sido o lar de assentamentos maciços, com sociedades sofisticadas e obras monumentais.”

Outros não estão convencidos. Hemming diz que, embora o papel na Antiguidade é “importante trabalho de gente séria… nada disso tem qualquer coisa a ver com o El Dorado ou com a racista e incompetente cabeça de Percy Fawcett. É como se alguém tentase ligar uma descoberta em Stonehenge, digamos, com viagens de Edward Lear nos Balcãs”.

Ambos os homens podem concordar que a recente descoberta é um grande avanço em nosso conhecimento da região. The breakthrough has been eight years in the making. Em 2002, Martti Parssinen, um historiador finlandês e arqueólogo, e um dos co-autores do relatório, foi chamado por um companheiro especialista, Alceu Ranzi, que tinha notado formas geométricas escavadas na terra durante o vôo sobre a Amazônia e que esperava que Parssinen fosse investigar essas formas com ele.

“Ele entendeu que não eram estruturas naturais”, lembra Parssinen. “Ele percebeu que elas devem ter sido feitas pelos povos indígenas.”

De acordo com Parssinen, Ranzi já tinha tentado recorrer a ajuda de cientistas nos Estados Unidos, mas a proposta foi recusada. “Eles simplesmente não acreditaram nele”, lembra Parssinen. “Mas eu percebi, por causa do trabalho que eu tinha feito na área, que esta poderia ser uma coisa muito importante. Foi muito emocionante receber esse telefonema. “

Foi ainda mais emocionante, diz Parssinen, para sobrevoar as áreas que Ranzi tinha notado. “Quando eu vi as formas, então, foi uma sensação incrível”, diz ele. “Todas as velhas teorias dizem que esta área da Amazônia só poderia ter suportado caçadores e coletores. Ninguém acreditava que uma grande civilização poderia ter existido lá. Percebemos que esta descoberta poderia mudar a história. “

Os autores publicaram um relatório em 2003 e então esperaram durante três anos a permissão para começar a escavar a área. A utilização de imagens de satélite Google Earth para localizar os locais exatos fez seu trabalho mais fácil do que o trabalho arqueológico anterior na região. Mas sua descoberta é, por qualquer medida, impressionante.

As implicações da descoberta são de grande alcance. “Esse é realmente o início de uma reavaliação da história. Estamos apenas começando a entender a Amazônia”, diz Parssinen.

Grann acredita que esta descoberta levará não apenas a uma reavaliação do potencial dos povos da Amazônia pré-Colombiana, mas também a um crescente interesse arqueológico na região. “Esta é apenas a ponta do iceberg”, diz ele. “Os autores do mais recente estudo estimam que os cientistas descobriram, nesta área específica, apenas 10% dos trabalhos de terraplenagem geométrica e ruínas que estão lá. Vai demorar décadas para os cientistas descobrir a extensão desta e de outras antigas civilizações da Amazônia.”

Igualmente, tem levado décadas para que o conceito de Fawcett seja revivido. Durante anos, seus únicos adeptos verdadeiros eram sua família, aqueles que o viam como o último dos grandes exploradores e ocultistas que acreditavam que Fawcett tinha desaparecido porque descobriu uma porta de entrada para uma nova dimensão. De fato, ainda existem aqueles que adoram Fawcett e acreditam que a City of Z foi realmente uma porta para um universo alternativo – um site anuncia expedições “ao mesmo portal ou porta de entrada para um reino que foi encontrado pelo Coronel Fawcett em 1925″.

Os mundos da arqueologia e da ciência podem levar mais tempo para reconhecer o explorador excêntrico. Mas, quaisquer que sejam as manias de Fawcett, ele parece ter sido amplamente correto. Além disso, sua memória será prolongada por uma adaptação cinematográfica de The Lost City of Z.

América do Sul - "História Oficial"



Pré-História

A América do Sul foi provavelmente o último continente do planeta a ser habitado por humanos, à exceção da Antártida. Segundo a teoria paleontológica mais consolidada, os primeiros habitantes do continente teriam chegado por terra, vindos da América do Norte e, antes disso, da Ásia por meio de uma ponte de gelo existente entre os dois continentes na última Era Glacial. Outras teorias, no entanto, especulam que a América do Sul poderia ter sido povoada por polinésios que teriam atravessado o Oceano Pacífico em jangadas de bambu.

As primeiras evidências de ocupação humana datam de 6500 a.C., por vestígios de agricultura: batata e feijão eram cultivados na bacia do Amazonas. Outros vestígios, de cerâmica, indicam que o cultivo da mandioca (até hoje alimento básico no continente) existiu desde pelo menos 2000 a.C.. Nesta época, já havia várias aldeias nos Andes e arredores.

Nos rios e no litoral (principalmente no Pacífico), consolidou-se a pesca, que ajudou a ampliar a base alimentar. Lhamas e alpacas foram domesticados a partir de 3500 a.C., servindo para a produção de carne, lã e como transporte.

Por volta do ano 1000, mais de dez milhões de pessoas habitavam o continente, concentrados principalmente na Cordilheira dos Andes e no litoral norte, banhado pelo Mar do Caribe. As demais regiões eram de povoamento mais esparso e nômade, como a Amazônia, o litoral Atlântico, o Planalto Central, o Altiplano, o Chaco e, finalmente, os Pampas, a Patagônia e o Atacama no chamado Cone Sul.

Civilizações nativas

Os chibchas ou muíscas foram uma das principais civilizações indígenas pré-incaicas, concentrados na atual Colômbia. Lá estabeleceram uma confederação de vários clãs (cacicazgos) com uma rede de comércio entre elas, além de ourives e agricultores. Junto com os quíchua nos Andes e os aimarás no Altiplano, formavam os três grupos sedentários mais importantes do continente.

A cultura Chavín, no atual Peru, estabeleceu uma rede comercial e agricultura desenvolvida a partir de 900 a.C., de acordo com estimativas e descobertas arqueológicas. Foram encontrados artefatos num sítio chamado Chavín de Huantar, a uma altitude de 3.177 metros. A civilização durou até 300 a.C..

Além destes e antes dos incas, houve outras civilizações (povos organizados em cidades, não em tribos e aldeias) sul-americanas, como os caral-supe ou Norte Chico (2500 a.C. - 1500 a.C., no centro do Peru), a cultura de Valdivia (no Equador), os moche (100 a.C. - 700 d.C., no litoral norte do Peru), a cultura tihuanaco ou tiwanaku (100 a.C. - 1200 a.C., na Bolívia), a cultura Paracas-Nazca (400 a.C. - 800 d.C., no Peru), o Império Huari (600 - 1200 d.C., no centro e norte do Peru), o Império Chimu (1300 - 1470, litoral norte peruano), os chachapoyas (1000 - 1450, na Bolívia e sul do Peru).

Outros povos importantes mas que não chegaram a ser civilizações eram os tupi (do litoral Atlântico à Amazônia), os guarani (na bacia do rio Paraná), os jê (na Amazônia e Planalto Central), os aruaques e caribes (no Planalto das Guianas e litoral caribenho), os mapuches (na Patagônia) e os aimarás (no Altiplano).

1100-1532: Ascensão do Império Inca

Originalmente, os incas eram um clã específico entre o povo quíchua (ou quéchua), que habitava os Andes. Estes eram uma civilização, de fato, na medida em que construíam e viviam em cidades (diferentemente dos indígenas da Amazônia e do Atlântico). Baseados em Cuzco, eles ascenderam ao poder e formaram um exército poderoso o suficiente para subjugar outras tribos e povos vizinhos, como os aimarás, os chibcha, os moche e os chavín, entre outros.

Enquanto a Europa vivia o período da Idade Média, os incas formaram um império que se estendia pela maior parte do litoral ocidental (Oceano Pacífico) do continente. Embora sem conhecerem a escrita nem a roda, os incas e os povos subjugados construíram um Estado altamente avançado, de administração centralizada, com sistemas de estradas, irrigações, cidades e palácios, e relações com os povos ao redor semelhantes às que havia entre os romanos e os "bárbaros" e "federados". O império era chamado de Tahuantinsuyu, ou "Estado dos quatro cantos do mundo".


Em 1530, o Império Inca estava em seu auge, com o imperador Huayna Capac. Este, no entanto, ao morrer deixou como herança um império partilhado entre seus filhos Huáscar (com o sul) e Atahuallpa (com o norte), o que ocasionou uma guerra civil entre os dois irmãos. Foi nesse contexto que os Espanhóis chegaram.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

QUETZALCOATL



O nome deste deus pertencente à mitologia americana significa "serpente-pássaro" ou "serpente com plumas" em asteca. Quetzal era uma palavra que designava algo de valioso ou de divino.Era considerado em algumas alturas filho de Xochiquetzal e Mixcoatl e noutras da deusa Coatlicue, tendo nascido juntamente com o seu irmão gémeo Xolotl da deusa virgem. 

Os reis e os sumos-sacerdotes tinham por hábito adotar nomes de divindades, daí que se encontrem ao longo da História muitos personagens com os nomes deste deus (como é o caso de um governante tolteca do século X denominado Topiltzin Ce Acatl Quetzalcoátl).
Apesar do seu culto se verificar principalmente nas tribos Nauatle, foi venerado por vários povos, entre os quais os Quiches, os Otomis, os Mixtecas, os Maias, os Astecas e os Toltecas, tendo-lhe cada um deles atribuído nomes diferentes. Assim, os Otomis chamavam-lhe Ndahi, os Maias Kuculkan e os Quiches Gukumatz. 

Erigiam-lhe templos circulares para que o vento não encontrasse nenhum obstáculo, pois Quetzacoátl era o deus do Vento (Ehecatl), representado por uma máscara com dois canos. Era também o inventor do calendário, da metalurgia, criador da vida, protetor das artes e um herói que defendia a paz e o saber. Foi ele quem ensinou aos Toltecas o engaste de pedras preciosas, o derretimento da prata, a medição dos ciclos do Sol e da Lua, o uso da pedra para edificar e a prática de habilidades como a de pintar sinais e figuras em livros.

A veneração deste deus ao qual ofereciam perfumes, flores e pão (apesar de em algumas tradições se incluírem os sacrifícios humanos) iniciou-se pelos Toltecas, em Tula, passando Cholula a ser o principal sítio de culto depois da invasão dos Astecas, que o tornaram num dos deuses mais importantes da sua devoção. Há representações sob a forma de serpente emplumada em vestígios nas cidades de Chichen - Itza e Teotihuacan. As representações mais comuns são as de um homem idoso vestido com uma túnica, de barbas brancas, com o corpo e a cara pintadas de negro e uma máscara imitando um focinho vermelho e bicudo.

Quetzalcoátl é também a representação do planeta Vénus ou a Estrela da Tarde, tendo-lhe sido dado o nome de Tlahuizcalpantecuhtli. Quando estava sob esta forma, na conjunção inferior do Sol e de Vénus, causava inúmeros infortúnios e morte a quem tocava com os raios. 

Esta divindade estava em permanente batalha com o também deus asteca Tezcatlipoca, omnipotente e vencedor dos Toltecas. Este representava os furacões que perseguiam e acabavam com as condições climáticas amenas e favoráveis à agricultura dadas pelos ventos alísios personificados por Quetzalcoátl. Esta é a justificação de Tezcatlipoca, o deus-feiticeiro, também se denominar Hurakan ("Furacão") e Yoelli Ehecatl ("Vento da Noite").

A casa de Quetzalcoátl era em prata coberta com as magníficas plumas dos pássaros maravilhosos que lá viviam e tinha quatro divisões que representavam os quatro pontos cardeais. A que estava virada a sul era revestida a conchas marinhas, a orientada a norte de jaspe, a que se encontrava na direção de oeste de turquesas e esmeraldas e a que se virava para oriente de ouro, sendo a casa povoada de servidores, entre os quais até havia anões. Quem vivia perto deste deus tinha tudo o que poderia desejar: o algodão nascia já tingido, as plantas sempre verdejantes e como Quetzalcoátl ofertou o milho ao seu povo este pôde fixar-se e progredir.

Quando Tezcatlipoca o baniu de Tula ele prometeu ao seu povo que voltaria, escondeu as riquezas na fonte de Cozcaapan onde nunca mais as foi buscar, queimou a casa e partiu com a sua comitiva. As lágrimas e as mãos do deus gravaram-se numa pedra, onde se encontram até hoje, quando após atravessar as montanhas o deus fez uma pausa e olhou na direção de Tula. Invadido então pela tristeza depois de se ver a um espelho e se ter sentido velho e impotente para salvar o seu povo, as lágrimas correram-lhe pela face abaixo. 

Alguns dos homens de Tula que escaparam ao assassínio de Tezcatlipoca juntaram-se ao deus, que lhes ensinou novos ofícios; no entanto, depois de atravessarem uma montanha de fogo e outra de gelo o deus viu-se só pois todos os seus acompanhantes tinham morrido. Compôs um cântico de lamentação e seguiu até à praia. Chegado aqui, dão-se duas versões dos factos: a primeira é a de que se transformou em cinzas depois de tirar a máscara de pele de serpente de cor turquesa e o traje feito de penas cintilantes e se ter atirado a um precipício. Destas cinzas saíram pássaros com plumagens coloridas que cantavam maravilhosamente e em direção ao céu voou o coração de Quetzacoátl que passou deste modo a ser chamado de Estrela da Tarde (Tlahuizacalpantecuhtli).

Há, no entanto, outra história que justifica o nome de Estrela da Tarde: Quetzalcoátl ter-se-ia enamorado de Tezcatlipoca, mas depois caiu em si e com os remorsos auto-incendiou-se. Foi então que o seu coração subiu ao céu onde ficou a brilhar.

A segunda versão é a de que o deus ao chegar à praia desapareceu no Golfo do México navegando numa jangada feita de serpentes e que voltará jovem algum dia. Essa é a razão de terem posto vigias à beira-mar e tornarem a conquista e imposição de Fernando Cortez em 1519 extremamente fáceis quando este chegou ao México. Reconheceram-no como Quetzalcoátl e Montezuma III, o imperador asteca, chegou inclusive a oferecer-lhe a máscara e o manto de plumas que identificavam o deus.A sua história valeu-lhe o título de senhor da morte e ressurreição, sendo também o protetor dos sacerdotes. 

Quetzalcoátl era o mais importante personagem no mito da criação ou dos "sóis" (vd. Mitologia Pré-Colombiana), acreditando-se que tinha ido para o mundo subterrâneo, Mictlan, e que lá tinha criado os Homens com a ajuda de Cihuacoatl, infundindo vida aos ossos de raças anteriores com o seu sangue. 

Se considerarmos também a versão do seu nascimento da deusa virgem, podemos facilmente encontrar um paralelo entre a sua história e alguns dos factos da vida de Jesus Cristo.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

A civilização Maia




A história do povo maia começa há milhares de anos, quando povos provavelmente vindos da Ásia pelo estreito de Bering (estreito que separa a Ásia da América), ocuparam a América do Norte e Central. Estudos realizados na língua maia levam à conclusão de que ao redor de 2 500 a.C., vivia um povo protomaia, na região de Huehuetenango, na Guatemala. Há cerca de duas horas de Cancun, encontram-se as ruínas da antiga cidade cerimonial de Chichén-Itzá, que floresceu no auge da civilização maia-tolteca. Seu mais importante sacerdote foi Kukulcan (a serpente emplumada), provavelmente vindo do México central onde era conhecido como Quetzalcóatl (ver período maia-tolteca logo abaixo). Ao que tudo indica, Kukulcan foi mesmo um personagem histórico e que morreu e foi enterrado na península de Yucatan. Acreditava-se que ele encarnava o espírito da serpente emplumada.

A história da civilização maia é dividida em período pré-clássico ou formativo, período clássico, período de transição, período maia-tolteca e período de absorção mexicana.

Período Pré-clássico (500 a.C. a 325 d.C.) – Os maias organizaram-se inicialmente em pequenos núcleos sedentários baseados no cultivo do milho, feijão e abóbora. Construíram centros cerimoniais que, por volta do ano 200 da era cristã, evoluíram para cidades com templos, pirâmides, palácios e mercados. Também desenvolveram um sistema de escrita hieroglífica, um calendário e uma astronomia altamente sofisticados. Sabiam fazer papel a partir da casca de fícus e com ele produziam livros. A cultura maia começa a ser delineada. Estátuas de barro antropomorfas aparecem mostrando os traços típicos de seu povo.

Período Clássico (325 d.C. a 925 d.C.) – Costuma-se subdividir este período em clássico temprano (325 d.C. a 625 d.C.) que corresponde ao período em que cessaram as influências externas e os maias se firmaram como povo. Neste período surgiram formas tipicamente maias na arquitetura como o arco corbelado e o registro de datas históricas com o uso de hierógrifos, em florescente (625 d.C. a 800 d.C.), quando as manifestações culturais chegaram ao seu esplendor cultural. Foi a época dos grandes avanços na matemática, na astronomia, na escrita, nas artes e na arquitetura e o Colapso (800 d.C. a 925 d.C.), época em que misteriosamente a cultura maia se deteriorou e os centros cerimoniais foram abandonados.

Em seu auge, a civilização maia abrangia mais de quarenta cidades e acredita-se que a população tenha alcançado dois milhões de habitantes, a maioria dos quais ocupava as planícies da região onde hoje é a Guatemala. As principais cidades eram Tikal, Uaxactún, Copán, Bonampak, Palenque e Río Bec. A população vivia fora dos grandes centros e as classes altas em bairros próximos. Disperso em aldeias dedicadas à agricultura, o povo deslocava-se até os núcleos urbanos apenas para celebrar rituais religiosos e fazer negócios.

A expansão territorial empreendida no final do século IVpara o oeste e o sudeste fez surgir os centros populacionais de Palenque, Piedras Negras e Copán. Impulsionados provavelmente pelo aumento populacional que resultou de um período de excedentes agrícolas, os maias prosseguiram rumo ao norte até controlarem toda a península de Yucatán. O apogeu cultural de que dão testemunho as ruínas dos templos de Palenque, Tikal e Copán, as numerosas estelas com relevos hieroglíficos e a rica cerâmica policromada e figurativa – ocorreu na segunda metade do século VIII. Acredita-se que nesse período as cidades-estado maias formavam uma espécie de federação de caráter teocrático e estritamente hierarquizada em diferentes classes sociais.

Seguiu-se a esse período pacífico uma fase de decadência cujas causas são desconhecidas. Possivelmente uma catástrofe, uma invasão estrangeira inesperada ou uma epidemia, justifique a abrupta mudança de rumos. Uma revolta dos camponeses contra os sacerdotes e o empobrecimento do solo é, no entanto, os motivos mais plausíveis que teriam levado os maias a abandonarem os núcleos urbanos e arredores para se instalarem ao norte de Yucatán, onde começou a reorganização do estado que originou o novo império.

Período de Transição (925 d.C. a 975 d.C.)- este período marca a queda livre da civilização maia e o nível cultural, misteriosamente, caiu quase que ao nível do período pré-clássico.

Período Maia-Tolteca (975 d.C. a 1 200 d.C.) - Época de grande esplendor, mas agora sob forte influência da cultura tolteca, que chegou do centro do México, trazendo consigo o mito de Quetzalcóatl. O povo maia era fundamentalmente um povo guerreiro. Mesmo entre eles, lutavam com crueldade pelo domínio das regiões. Nesta época, houve grande avanço nos conhecimentos astronômicos dos maias que construíram o mais preciso calendário existente. Os maias desenvolveram um sistema numérico próprio, sem o qual não seria possível os avanços científicos, eles descobriram também o número zero. Além deste modo de representar números, eles tinham um outro sistema, mais próximo dos hieróglifos. Cada número era representado por uma cabeça diferente, mas não tão diferente para nó aponto de podermos ler tais números com facilidade.

Período de Absorção Mexicana (1 200 d.C. a 1540 d.C.)- nesta época surgiram vários conflitos, as alianças entre os vários grupos foram sendo quebradas e houve uma série de enfrentamento bélico que dividiu as populações e empobreceram ainda mais a cultura. Quando os espanhóis chegaram à região maia, as grandes cidades cerimoniais já haviam sido abandonadas, a cultura estava em total decadência.

Depois que a grande civilização maia da região central entrou em decadência, a da porção setentrional da península de Yucatán atingiu seu apogeu. O novo império ou período pós-clássico sofreu forte influência mexicana, como atestam o militarismo e o culto a Kukulcán (Quetzalcóatl, para os toltecas), simbolizado pela figura da serpente emplumada. Os núcleos principais desse período eram Chichén Itzá, Uxmal e Mayapán.

No final do século XII, a cidade de Mayapán passou a dominar toda a península e organizou um império que durou até meados do século XV, quando líderes de outras cidades rebelaram-se contra essa hegemonia. Mayapán foi arrasada, e iniciou-se um novo e longo período de anarquia e desintegração da civilização maia. Ao caos resultante das lutas entre diversas cidades independentes pela primazia somaram-se desgraças naturais como o furacão de 1464 e a peste de 1480. Centros outrora esplendorosos foram abandonados e os maias voltaram a Petén, na região central.

Os espanhóis, que chegaram à costa de Yucatán em 1511, tiveram sua tarefa de conquista facilitada pela decadência maia e sua fragmentação interna. No final da década de 1520, todos os territórios de influência maia haviam sido dominados. Pedro de Alvarado conquistou a Guatemala em 1525, e Francisco de Montejo ocupou em 1527 o Yucatán, cuja conquista foi consolidada por seu filho e homônimo em 1536. Apenas a região central, sob controle dos itzás, permaneceu independente até 1697, quando foi ocupada por Martín de Ursúa. Restava pouco daquela que foi uma das mais fantásticas civilizações que o mundo já teve. O tempo foi implacável. Nos roubou para sempre esse tesouro. Restam as lembranças que as ruínas guardaram para nós.

A Civilização Nazca



A Civilização de Nazca nasceu e se desenvolveu no sul do Peru, no período de 300 AC e 800 DC (antes dos Incas). Estudada até hoje com relação aos geoglifos, extensos desenhados no solo do deserto de Nazca.

A civilização também tinha a capacidade de construir aquedutos subterrâneos e  artigos em cerâmica. Os geóglifos são conhecidos como as “linhas de Nazca”, desenhos de grande dimensão no Deserto de Nazca, percebidos em vôos de avião e helicóptero.



Civilização Nazca - Arqueologia

As Linhas de Nazca estão localizados no deserto de Nazca, um altiplano árido que se estende entre as cidades de Nazca e Palpa no pampa (uma grande área plana do sul do Peru). A planície deserta da costa peruana, que inclui o Pampa de San Jose (Jumana), Socos, El Ingenio e outros, na província de Nazca, mede 400 km. Ao sul de Lima, abrange uma área de aproximadamente 450 km, do deserto de areia, bem como as encostas dos contornos dos Andes. Elas cobrem cerca de 400 quilômetros quadrados de deserto. Gravadas na superfície de areia no deserto de Pampa tem cerca de 200 figuras feitas em linhas retas, suas formas geométricas só podem ser vistas do ar, em grande altitude.

As linhas de Nazca são geóglifos e linhas direitas no deserto Peruviano. Foram feitas pelo povo Nazca, entre 200 a.C. e 600 d.C. ao longo de rios que desciam dos Andes. O deserto estende-se por mais de 1.400 milhas ao longo do Oceano Pacifico. A área de Nazca onde se encontram os desenhos é conhecida pelo nome de Pampa Colorada. Tem 15 milhas de largura e corre ao longo de 37 milhas paralela aos Andes e ao mar. As pedras vermelho escuras e o solo foram limpas, expondo o subsolo mais claro, criando as "linhas". Não existe areia neste deserto. Do ar, as "linhas" incluem não só linhas e formas geométricas, mas também representações de animais e plantas estilizadas. Algumas, incluindo imagens de humanos, estendem-se pelas colinas nos limites do deserto.
As Linhas de Nazca são um enigma. Ninguém tem provas de quem os construiu e por quê. Desde sua descoberta, as Linhas de Nazca tem inspirado explicações fantásticas a respeito dos deuses antigos, sendo que uma pista de pouso foi construída para o regresso dos deuses, um calendário celestial criado pela antiga civilização de Nazca. As linhas podem ser vistas com maior precisão a partir de um vôo de um pequeno avião (3 passageiros por vez), a partir do aeroporto de Nazca.

Dezenas de hipóteses já foram levantadas à cerca de quem elaborou por que teria feito as fabulosas "linhas" e "figuras" geométricas de Nazca. Porém nenhuma parece ser conclusiva.
São cinquênta quilômetros povoados de formas geométricas, figuras de animais e supostas "pistas de aterrissagem".

Não foi se não na década de vinte que pilotos peruanos, que sobrevoavam a região, alertaram sobre as enigmáticas figuras. A partir de 1926, os primeiros mapas e estudos sobre a região começaram a surgir, assim como toda a sorte de explicações.
No entanto, registros sobre estas imagens remontam à época da conquista espanhola. Nas crônicas de Luis de Monzón, magistrado espanhol, foram incluidas - em fins do século XVI - a versão contada pelos índios anciãos das planícies, os quais viam os viracochas como causa e motivo para a execução das imagens.

Segundo parece, os Viracochas eram um grupo étnico minoritário, descendentes do mítico "homem-deus-viracocha", que chegado dos céus, resolveu instruir uma parte dos povos andinos. Segundo estes mesmos povos da região de Nazca, eles seriam capazes de voar. Portanto, as figuras geométricas que encontramos na região seriam uma forma de contato, homenagem ou culto para/com aqueles que podiam "enxergar do alto".

Em 1968, um polêmico livro transformou a cidade de Nazca num centro de peregrinação de esotéricos.Erich Von Däniken, suíço e gerente de um hotel nos Alpes publicou o livro "Eram os Deuses Astronautas?".

Em seu livro, Erich relaciona uma série de mistérios do passado à presença de extraterrestres entre as civilizações antigas. Uma página e meia dedicada a Nazca fez com que a cidade entrasse nos roteiros turísticos de milhares de visitantes do mundo todo.  
O fato é que tendo sido feitos para extraterrestres ou não, nada explica até agora, o fato de certas imagens de centenas de metros terem sido feitas de modo que só pudessem ser vistas ou identificadas do alto.

Situados no Vale do Ingênio, há algo que algumas pessoas dizem ser uma pista de pouso para ÓVNIS. Apesar de achar possível que os povos nativos desta e de outras regiões já fizessem contato com estes viajantes, me parece ridícula a idéia que seres com tamanha tecnologia para viajens interplanetárias, precisarem de qualquer tipo de "pista de pouso". 
A teoria extraterrestre é proposta principalmente por aqueles que consideram difícil de acreditar que uma raça de "índios primitivos" poderia ter a inteligência de conceber tal projetos, muito menos a tecnologia para transformar o conceito em realidade.

Como em todos os mistérios sem explicação, há diversas teorias a seu respeito. Uma delas dispõe que as imagens ou figuras geométricas seriam um gigante método de predição astronômica. A maior defensora desta idéia é a matemática alemã Maria Reiche.

De acordo com Maria Reiche, que dedicou 40 anos de sua carreira ao estudo, limpeza e conservação das linhas - as figuras constituiriam solstícios, posição e mudanças das estrelas. Sua teoria foi corroborada pelo astrônomo peruano Luis Mazzoti. Mazzoti diz que Nazca nada mais é que um complexo "mapa estelar", com a configuração das constelações assim como eram vistas naquelas latitudes há aproximadamente 1500 anos atrás. No entanto, o que dizer das "linhas", "pistas" e demais formas geométricas?

Teorias recentes dos astrônomos e antropólogos norte americanos Anthony Aveni, Gary Urton e Persis Clarkson dizem que as linhas retas mais longas teriam uma conecção com lugares sagrados, uma espécie de caminho que os peregrinos deveriam percorrer. Mas sendo assim, onde estão as ruínas de tais lugares ou templos sagrados?

Cemitério de Chauchilia  - A 30 km de Nazca fica o Cemitério de Chaullita, onde pode-se observar as tumbas, esqueletos e múmias do período 100aC a 1300dC.A poucos anos atrás as múmias eram vistas na superfície, mas agora elas foram colocadas em 12 tumbas. A cultura nazca, é uma das mais antigas civilizações americanas a dominar técnicas avançadas de mumificação. Devido ao clima seco do deserto, os corpos ali enterrados permaneceram intocados até o início deste século, quando o local foi invadido por huaqueros (saqueadores), que se especializaram em vender peças retiradas das tumbas para colecionadores e museus europeus e norte-americanos sem a burocracia exigida pelo governo peruano. Durante anos, o cemitério de Chauchilia permaneceu vulnerável a esses roubos, tendo perdido toda sua riqueza material, já que muitos corpos eram enterrados com significativas quantias de ouro e pedras preciosas. Muitas múmias, esqueletos, crânios e ossos, no entanto, continuam lá e hoje tornaram-se uma das principais atrações turísticas da região. Um passeio no mínimo curioso e que vale a pena ser feito. Normalmente um tour de meio dia custa cerca de US$5, quando não integrado às Linhas.

Construído  - entre 300 a.C e 700 d.C, os aquedutos testemunham o grau de desenvolvimento das antigas civilizações que habitavam a região - uma das mais secas do mundo. Ainda em funcionamento, são responsáveis pela irrigação, levando a água de lagunas das montanhas aos campos das redondezas. As ventarias construídas em pedra e de forma aspiral são bastante interessantes, e você pode não apenas ver, como também entrar e percorrer pela água.

As Linhas de Nazca - Novo Post



As Linhas de Nazca ou Nasca são um conjunto de geoglifos antigos localizada no deserto de Nazca, no sul do Peru. Eles foram designados como um Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1994. O alto planalto árido se estende por mais de 80 km entre as cidades de Nazca e Palpa nos Pampas de Jumana, cerca de 400 km ao sul de Lima.

 Embora alguns geoglifos locais lembrem a cultura de Paracas, estudiosos acreditam que as Linhas de Nazca foram criados pela civilização de Nazca entre 400 e 650 d.C.1 As centenas de figuras individuais variam em complexidade a partir de simples linhas até beija-flores estilizados, aranhas, macacos, peixes, tubarões ou orcas, lhamas e lagartos.

As linhas são desenhos rasos feitos no chão, removendo as pedras avermelhadas onipresentes na região e descobrindo o chão esbranquiçadas por baixo. Centenas são simples linhas ou formas geométricas, com mais de setenta desenhos de animais, aves, peixes ou figuras humanas. Os maiores têm mais de 200 metros de diâmetro. Os estudiosos divergem na interpretação dos efeitos dos projetos, mas geralmente atribuem-lhe significado religioso.

Os desenhos geométricos poderiam indicar o fluxo de água ou estarem ligados a rituais para convocar água. As aranhas, pássaros e plantas poderiam ser símbolos de fertilidade. Outras explicações possíveis incluem: sistemas de irrigação ou gigantes calendários astronômicos.

Devido ao clima seco, sem vento e estável, de planalto e ao seu isolamento, a maior parte das linhas foram preservadas. Extremamente raras, mudanças climáticas podem alterar temporariamente os projetos em geral.

Depois que as pessoas começaram a viajar de avião sobre a área em 1930 e viram as Linhas de Nazca, os antropólogos começaram a estudá-las. Uma das principais questões que deixaram os estudiosos mais intrigados foi a maneira como essas linhas foram construídas.

Vista aérea das Linhas Nazca

Os estudiosos teorizam que o povo de Nazca poderia ter usado ferramentas simples e equipamento de levantamento para a construção das linhas. Estudos descobriram estacas de madeira no chão no final de algumas linhas, que apoiavam esta teoria. Uma dessas estacas foram datadas por radiocarbono para o estabelecimento da idade dos desenhos.

 O pesquisador Joe Nickell, da Universidade de Kentucky tem reproduzido as figuras usando ferramentas e tecnologias disponíveis para o povo de Nazca. A National Geographic chamou sua obra "notável em sua exatidão", quando comparados com as linhas reais. Com um planejamento cuidadoso e tecnologias simples, uma pequena equipe de pessoas poderiam recriar mesmo os maiores desenhos em poucos dias, sem qualquer assistência aérea. A maioria das linhas formam uma trincheira de aproximadamente seis centímetros de profundidade.

As linhas foram feitas através da remoção do óxido de ferro marrom-avermelhado revestido por pedras que cobrem a superfície do deserto de Nazca. Quando o cascalho é retirado, a terra de cor clara embaixo aparece, em linhas de cores fortemente contrastantes com a superfície. O povo de Nazca "desenhou" várias centenas de animais simples, mas enormes, e figuras humanas com esta técnica. No total, o projeto de terraplenagem é enorme e complexo: a área que abrange as linhas é de cerca de 500 quilômetros quadrados e os maiores desenhos podem abranger cerca de 270 metros. O clima extremamente seco, sem vento, e constante da região de Nazca preservou as linhas. O deserto de Nazca é um dos mais secos da Terra e mantém uma temperatura em torno de 25 °C durante todo o ano. A falta de vento ajudou a manter as linhas descobertas e visíveis até os dias atuais.

Os arqueólogos, etnólogos e antropólogos têm estudado a antiga e complexa civilização de Nazca para tentar determinar o efeito das linhas e figuras. Uma teoria é que o povo Nazca criou tais figuras para que pudessem ser vistos por seus deuses no céu. Os pesquisadores Kosok e Reiche propõem um objectivo relacionado com a astronomia e cosmologia: as linhas tinham a intenção de atuar como uma espécie de observatório, para apontar para os lugares no horizonte onde o sol e outros corpos celestes nascem ou se põem. Muitas culturas pré-históricas indígenas nas Américas e em outros lugares construíram monumentos em terra para observação astronômica combinada com a sua cosmologia religiosa, assim como a cultura Mississippiana, no atual Estados Unidos.

Outro exemplo é o de Stonehenge, na Inglaterra. Mas, Gerald Hawkins e Anthony Aveni, especialistas em arqueoastronomia, concluiram em 1990 que não havia provas suficientes para sustentar tal explicação astronômica.

Em 1985, o arqueólogo Johan Reinhard publicou dados arqueológicos, etnográficos e históricos que demonstram que o culto às montanhas e outras fontes de água predominaram na religião e na economia de Nazca, dos mais antigos aos tempos mais recentes. Ele teorizou que as linhas e as figuras eram parte das práticas religiosas que envolvem o culto a divindades associadas com a disponibilidade de água.


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Bateria de Bagda - Novo Post





Na década de 30, o arqueólogo alemão Wilhelm Konig descobriu em um vilarejo próximo a Bagdá, no Iraque, um misterioso vaso de argila de 13 centímetros de altura, contendo um cilindro de cobre que encerrava uma barra de ferro. O artefato mostrava sinais de corrosão, e testes realizados na peça revelaram a presença de alguma substância ácida, possivelmente vinagre ou vinho. Em outras palavras, o arqueólogo havia encontrado uma antiga pilha.

No entanto, o mais curioso é que o objeto foi datado em aproximadamente 200 anos antes de Cristo e, afinal, para que as pessoas de 2 mil anos atrás precisariam de uma pilha?! No total foram encontradas cerca de 12 baterias, e mesmo depois de tantas décadas desde o seu descobrimento, elas continuam intrigando os pesquisadores e gerando muitas discussões.

Discrepâncias

Existem muitas controvérsias envolvendo as pilhas, começando pela própria descoberta dos artefatos. Há poucos registros sobre as escavações, que foram pobremente documentadas pelo arqueólogo alemão. Portanto, até hoje não existe um consenso se Konig coletou os objetos do tal sítio arqueológico ou se os encontrou nos porões do Museu de Bagdá, depois de ter se tornado diretor da instituição.

A idade das baterias também é discutida, já que o estilo dos vasos pertenceria a um período posterior — entre 225 e 640 d.C. —, tornando os objetos muito mais “jovens” do que o apontado por Konig. No entanto, a maior discussão mesmo fica por conta da utilidade dos misteriosos objetos, pois simplesmente não existe qualquer registro histórico que se refira a eles. Teriam os persas antigos algum conhecimento sobre os princípios da eletricidade?

Réplicas funcionais

Independente das discussões sobre onde foram encontradas e se os antigos tinham conhecimento suficiente para fabricá-las, o fato é que as baterias eram capazes de conduzir uma corrente elétrica, fato comprovado por diversas réplicas criadas por pesquisadores em todo o mundo.

Embora ninguém saiba dizer ao para que eram empregadas, as réplicas indicam que as baterias eram capazes de produzir voltagens entre 0,8 e quase 2 volts. E mais: se fossem conectadas — apesar de nunca terem sido descobertos fios condutores entre os artefatos, infelizmente —, as baterias poderiam produzir voltagens bem mais altas.

Possíveis utilidades

Há quem acredite que as baterias fossem utilizadas pelos antigos médicos persas para tratar a dor através de pequenos choques. Outras teorias apontam que os objetos poderiam ter sido empregados na galvanização de superfícies metálicas, para embelezar joias, produzir moedas ou outros itens. Existe também a hipótese de que os artefatos ficassem escondidos em estátuas ou ídolos religiosos de metal, dando pequenos choques em quem os tocassem.

Em 1940, o engenheiro americano Willard Gray construiu uma réplica da pilha de Bagdá e, usando uma solução de sulfato de cobre, conseguiu gerar cerca de meio volt de eletricidade. Nos anos 70, o egiptólogo alemão Arne Eggebrecht fez a bateria funcionar melhor ainda com um ingrediente abundante na antiga Mesopotâmia: com suco de uva, a pilha produziu 0,87 volt de energia. Uma das hipóteses para o uso da pilha é a medicina - os gregos antigos, por exemplo, usavam peixes elétricos como analgésico. Mas a corrente gerada é pequena demais. Outra possibilidade é a aplicação da energia para galvanizar metais na ourivesaria.

Video Explicativo do uso da Bateria de Bagdad

Contudo, nenhuma divindade de metal que pudesse conter as baterias jamais foi encontrada, e não existem registros confiáveis sobre a réplica do suposto processo de galvanização em laboratório. Portanto, a não ser que alguém invente uma máquina do tempo que nos permita voltar e conferir para qual finalidade as baterias de Bagdá eram utilizadas, elas continuarão sendo um dos maiores mistérios arqueológicos do mundo.



FonteBBC Museum of Ancient Inventions The Museum of UnNatural Mystery World Mysteries

sábado, 31 de agosto de 2013

Mapeamento das Pirâmides no Mundo


Como é bem conhecido, há literalmente centenas de pirâmides de vários estilos espalhadas pela Terra, na Europa, África, Oriente Médio e além, na Ásia Setentrional e no Pacífico Sul, e nas Américas. Alguns locais que abrigam os diferentes estilos de pirâmides são:

- Iraque: A pirâmide zigurate, reconstruída, em Ur, antiga Suméria.

- Egito: A pirâmide de degraus de Saqqara.

- Egito: As pirâmides lisas de Gisé. Hancock e Bauval (1996) sugerem que o plano das três grandes pirâmides fora fisicamente estabelecido em 10.500 a.C., mas que as pirâmides foram construídas por volta de 2.500 d.C. Isto apóia a noção de que a base rochosa das pirâmides, com sua câmara subterrânea, era um antigo terminal de AA, e a Esfinge era o marco associado facilmente identificável do espaço.

- México: As pirâmides de degraus extremamente decoradas em Chichen-Itza, Monte Alban, e em outros sítios. No Templo das Inscrições, em Palenque, um shaft corre da tumba até o piso do templo, como em algumas das pirâmides egípcias.

- México: A incomum pirâmide elíptica de Uxmal.

- México: A enorme e intacta pirâmide de Cholula (Fig. 1), na sombra do vulcão Popocatepetl ("El Popo"). Seu antigo nome, Tlachihualtepetl, significa "montanha artificial."

Na peregrinação a Quetzalcoatl a primeira parada era em Cholula, que quer dizer ‘o lugar de vôo', em Nahuatl. A enorme “Pirâmide Tepanapa", 61m de altura e 396 m em um lado, é a maior pirâmide nas Américas, e possivelmente a maior no mundo. A construção mais antiga foi datada em 200 a.C. Estava coberta por terra para escondê-la dos invasores espanhóis e um pequeno santuário foi colocado no topo, que depois os espanhóis substituíram por uma igreja (Fig. 1). A pequena porção que já foi escavada revelou uma alvenaria notável (Fig. 2).

- México: Três Zapotes, um sítio olmeca (1300 a.C.- 400 d.C.), foi a primeira pirâmide de tijolo cru (adobe) na Mesoamérica. (Fãs de mistérios por favor anotem: antes da chegada de Cortez foram destruídos TODOS os sítios olmecas, exceto El Tijin, que fora abandonado!)

- México: A pirâmide de cone truncado de Cuicuilco. Em 1917, Manuel Gamio, escavando a estrada de Cidade do México para Cuernavaca, encontrou uma colina enorme chamada ‘Cuicuilco' encoberta por lava pré-histórica. Parecia ser uma enorme pirâmide ou um cone truncado com quatro galerias e escadaria central. É uma das poucas pirâmides circulares restantes. A base tem 112 m e tem agora aproximadamente 18 m de altura, embora seja originalmente muito mais alta. O arqueólogo Paul Heinrich informa que a idade pode estar entre 800 a 600 a.C., e não 6000 a.C. como informado anteriormente. (Miller, 2000)

- México: A bela pirâmide miniatura de Cecília, D.F.

- México: As pirâmides-plataforma de Teotenango, Tenayaca, e Tula.

- México: O estilo de multi-plataforma da Pirâmide do Sol, Teotihuacan. Em seu discurso sobre Teotihuacan, John Michel (1995) cita outro investigador: "Durante a década de 1970, Hugh Harleston, Jr… estabeleceu que ‘a unidade básica de medida de Teotihuacan era 1,0594 m, a mesma unidade que representa a ‘vara judia' de 3,4757 pés (1,0594 m), a mesma unidade que representa a largura das pedras de Stonehenge, seis milionésimos do raio polar da terra…' “

- Guatemala. O enorme e pré-clássico (150 a.C. -150 d.C.) sítio maia de El Mirador com suas dúzias de pirâmides, inclusive a Pirâmide do Tigre que sobe 18 pisos para cima, provavelmente a maior pirâmide já construída pelos Maias.

- Peru: Templo Moche do Sol. Os moches mais antigos construíram este templo em forma de pirâmide a partir de 140 milhões de tijolos crus.

- Peru: Pirâmide de Sipan. Esta pirâmide-tumba moche, perto da cidade de Sipan, mostra que algumas pirâmides eram tumbas, como no Egito e Mesoamérica.

- Peru: Pirâmides de Cahuachi. Um sítio cerimonial feito de seis pirâmides, a mais alta com aproximadamente 21 m, abrigando uma corte cercada de 3,7 km2. (Morrison, 1988). Hadingham (1987) menciona que o "grande templo" era uma pirâmide de degraus. Ele cita a estimativa de Helaine Silverman de que o período de maior atividade de Cahuachi foi curto, aproximadamente 200 anos, e o sítio foi misteriosamente abandonado por volta de 200 d.C., junto com outros vários sítios importantes.

- Peru: As pirâmides de Tucume. "Cobrindo mais de 540 acres e incluindo 26 pirâmides principais, assim como também estruturas menores…construídas primeiramente por volta de 1100 a.C. pelo povo da cultura Lambayeque…"A maior das pirâmides de tijolos crus, Huaca Larga, tem 700 m de comprimento, 277 m de largura e 20 m de altura. (Heyerdahl, 1995). Robert Schoch (1999) escreve, "A maior das pirâmides, chamada Tucume… tinha apenas um pouco mais de 61 m de altura, mas continha um terço a mais de volume que a Pirâmide de Khufu, em Gisé."

- Peru: Huaca del Sol, Vale de Moche. Esta é uma pirâmide de 36,5 m de altura na costa norte peruana. A pirâmide de 1,5 milhão de tijolos de barro é a maior montanha artificial na América do Sul. Encarando Huaca del Sol pela praça principal há um monte menor, Huaca del Luna. O sítio se encontra ao pé do Cerro Blanco, um marco óbvio do espaço para este centro cerimonial e de abastecimento (Hadingham, 1987)

- Bolívia: A pirâmide-plataforma de Akapana, em Tiahuanaco. Os arqueólogos bolivianos datam o sítio em 1580 d.C.. A Akapana mede 203 m em um lado e 15 m de altura. "O interior na terra foi amoldado como uma pirâmide de degraus e a fachada com pedras encaixadas." (Demetrio, 1983)

- Java: pirâmide de Cani Sukuh, semelhante às pirâmides do México (Childress, 1996). Quem levou este estilo através do Pacífico?

- Ilhas de Ryukyu: a pirâmide subaquática de Yonaguni. Esta pirâmide-plataforma de degraus, única, de 73 m de comprimento e 27,5 m de altura, com 23 m submersos, foi datada em 8.000 a.C.! (Dopatka, 2000)

- China: A Pirâmide Branca, perto de Xi'an. Hartwig Hausdorf (1998) diz que há de 90 a 100 pirâmides na China, perto de Xi'an, a mais alta com aproximadamente 61 m, Xi'an é coincidentemente o sítio do espantosos ‘Exército de Terracota', de Qin Shi Huang.

- Polinésia: “pirâmides modestas", em Tongatabu; uma pirâmide-templo no Taiti; a pirâmide-plataforma de degraus de Langi, em Tauhala (uma grande pedra, 7,5 x 2 m e pesando 30 a 40 toneladas, está na parede).

- Também existem pirâmides antigas em Samoa e em Java. (Childress, 1996)

- Grécia: Pirâmide de Hellinikon, perto de Argos. O autor escreve, "… construída no estilo reminescente de paredes ciclópicas …" Sua base é de 15 x 13 metros, e a parede mais alta que ainda está de pé tem apenas 4,30 m. Pelas fotografias ela teria aproximadamente 10 metros de altura quando completa. Análise termo luminescente da pirâmide em 1997 mostrou a data de construção em 2720 a.C., mais antiga do que os arqueólogos declaram ser a pirâmide de Quéops! (Tsoukalow, 2000)

- Ilhas Canário: As pirâmides de Guimar. Thor Heyerdahl escreve,"… Elas eram pirâmides de degraus construídas de acordo com princípios semelhantes às do México, Peru, e da Mesopotâmia".

- EUA: pirâmide-monte do Monge, em Cahokia, Illinois, uma pirâmide-plataforma de tijolos de barro. Uma parede de pedra ou um aposento foi descoberto recentemente dentro do montículo.

- Yonaguni-Jima: Situado entre o Mar da China Oriental e o Mar Filipino, aproximadamente a 300 milhas de Okinawa, está a ilha de Yonaguni-Jima. Em sua costa há um enorme monumento aparentemente feito pelo homem (ou pelos deuses?) com aproximadamente 30 m abaixo da superfície. É uma pirâmide de 182 m de plataforma por 27.5 m de altura erguida de pedras megalíticas precisamente cortadas. A pirâmide, aparentemente parte de um centro cerimonial, foi datada em 8000 a.C., 5000 anos antes da pirâmide mais antiga do Egito!

A melhor pista que nós temos de que os deuses orquestraram a construção de pirâmides é o conto de Gudea que ergueu o templo-zigurate de Lagash (aparentemente o deus Kothar-Hasis foi o único autorizado a projetar os templos. Ele provavelmente era o mesmo "artesão divino grego Hepahaestus" que construiu o templo-domicílio de Zeus, e o deus egípcio Thoth). Para o templo de Ninurta, em Lagash, eram transmitidas contínuas instruções pelos deuses a Gudea. Ele construiu um zigurate de sete degraus, chamado Eninnu, recorrendo a uma tabela engenhosa que deu uma planta e 7 escalas - uma para cada degrau (Zecharia Sitchin descreve esta história em detalhes nos livros de 1976 e 1993.

Também veja figs. 748 e 749 de Pritchard, 1969).

Zecharia Sitchin faz uma conexão interessante com sua declaração de que as três grandes pirâmides de Gisé estão a 52 graus, mas as pirâmides posteriores se desvencilharam deste ângulo e foram construídas a 43.5 graus, e ele afirma que as pirâmides em Teotihuacan também estão a 43.5 graus. Além disso "embora a 2ª pirâmide de Gisé seja menor que a Grande Pirâmide, seus cumes estão acima do nível do mar à mesma altura porque a 2º foi erguida em piso mais alto; o mesmo se dá em Teotihuacan onde a Pirâmide da Lua, a menor, está erguida num piso uns 9 m mais alta que o da Pirâmide do Sol, dando seus cumes alturas iguais acima do nível do mar. Nós também deveríamos notar aqui que ambas, a Grande Pirâmide de Gisé e a Pirâmide do Sol de Teotihuacan, têm um ‘shaft’ descendente escavado no leito rochoso no qual as pirâmides foram construídas.

De forma interessante, algumas das pirâmides egípcias têm câmaras múltiplas que parecem ter sido construídas em diferentes períodos de tempo, por exemplo a pirâmide de Sneferu tem uma câmara subterrânea, uma 2ª câmara perto da superfície, e uma 3ª câmara acima na pirâmide, como se o sítio estivesse em uso antes, possivelmente muito antes de a pirâmide ser erguida. As câmaras da Grande Pirâmide também seguem este padrão; a 1º estando profundamente no subterrâneo, depois a 2º câmara (da Rainha) construída em baixo do centro da pirâmide, e a 3º câmara (dos Reis) mais acima. Este padrão sugere que a meta era promover graus contínuos e crescentes de proteção de cima para baixo.

As pirâmides de Miquerino, Unas, Teti e a maioria dos outros também tinham câmaras subterrâneas. Na realidade, nas pirâmides de Miquerino e em outras nem mesmo existem câmaras próprias - todas as câmaras eram subterrâneas!

Com relação às pirâmides de Gisé, alguns estudiosos afirmam que as pedras foram puxadas por longas rampas em trenós, de acordo com uma pintura familiar da tumba de Djehutihotepe de 204 trabalhadores que movem sua estátua de 60 toneladas em um trenó (Fig. 5). Mas isto só prova que esta estátua foi movida em um trenó. Eu não tenho notícias de uma única imagem ou inscrição que descrevam os métodos de construção das grandes pirâmides. Nós simplesmente não sabemos como foram feitas. Incidentemente, Mark e Richard Wells (2000) descobriram uma semelhança surpreendente no alinhamento e tamanho das três estrelas no Cinturão de Órion e o alinhamento e tamanho das pirâmides principais de Gisé, no Egito; Xi'an, na China; e Teotihuacan, no México.

Assim nós temos pirâmides de alturas que variam de 9 m a mais de 120 m, comprimentos de 30 m a 975 m; algumas com câmaras internas e algumas sólidas; paredes lisas ou em degraus; bases elípticas, quadradas ou circulares; construídas em pedra, tijolos de barro ou adobe; altamente decoradas ou lisas; algumas encimadas com pequenas edículas.


Destes vários estilos, tamanhos, e composição penso eu que nós podemos concluir que as pirâmides tiveram várias funções: mausoléus (tumbas), marcos geográficos, aeroportos, estações de abastecimento, abrigos, e templos cerimoniais; e há evidência que muitas delas tinham várias funções simultaneamente. Mas uma coisa parece certa: as pirâmides, plataformas e montículos ao redor do mundo eram sítios onde os deuses astronautas e a raça humana estiveram juntos.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Açores e Atlântida

Vos quero começar a contar o duvidoso e incerto [descobrimento] destas ilhas, que dias há que são descobertas.
Porque as coisas antigas, de que pela pouca curiosidade dos homens não ficou memória escrita, deram ocasião e causa a muitas opiniões diferentes e a diversos e, às vezes, não acertados pareceres, como são os que se têm destas ilhas dos Açores e, principalmente, destas de S. Miguel e de Santa Maria, de que mais particularmente contar quero, que, por não haver quem disso escrevesse, ainda que algumas coisas contem, é tudo tão   duvidoso que põem grande dificuldade e trabalho ao que quer atinar e acertar com a verdade .
  
Sabei  que destas ilhas dos Açores há duas opiniões :

A primeira é, que muitos disseram e tiveram para si, que foram terra firme, apegadas na parte de Europa pelo cabo que os portugueses a estão mais povoando e cultivando, e que era uma ponta da serra da Estrela que se mete no mar, na vila de Sintra. E, por isso, navegando destas ilhas a Portugal, ordinariamente se vai demandar esta rocha de Sintra, como que a seu todo, por onde quebrou, se vai ajuntar a parte.   Porque dizem que todas as ilhas têm as raízes na terra firme, por muito apartadas que estejam dela, e que doutra maneira, como coisas fundadas no ar, não se sustentariam. E, desta sorte, querem dizer e afirmar que todo este espaço grande (que devia ser terra firme) de Portugal até estas ilhas se subverteu e sumiu nalgum tempo e cobriu das águas do mar, que agora o possui, e ficaram sobre ele levantadas estas ilhas, que, como pedaços daquela grande e antiga terra, sem se sumir escaparam.

A segunda opinião é fundada no que escreve o grave Platão no seu Diálogo de Timeu e Elísio, ao princípio, onde querendo engrandecer os atenienses e como foram tão animosos e venturosos, que em tempos antiquíssimos, de que já não havia memória entre eles, porque havia nove mil anos, haviam subjugado e vencido o povo belicosíssimo da ilha Atlântida, que houvera antigamente no mar Oceano Atlântico  . Conta ali maravilhas Platão daquela ilha  . Dali inferem alguns que estas ilhas dos Açores foram e são uma parte desta Atlântida. A qual diz Platão que era maior que África e Ásia, porque tomava das Colunas de Hércules, que são em Cádis, na boca de estreito, e se estendia por todo este mar do Ocidente até umas ilhas que diz que estão junto de uma terra verdadeiramente firme   a causa dá ele, dizendo que se alagou esta ilha Atlântida por grande sobejidão e correntes de águas, pelo que este mar estava apaulado, e, pela tormenta grande com que se fundiu a Atlântida com tudo o que tinha, ficou tanto lodo e ciscalho nele, que se não podia navegar.

E afirmam alguns, que têm a segunda opinião, que se não navegou dali a muitos tempos e que não com sobejidão das águas aquela ilha se destruiu, mas com terramotos e incêndios e coluviões ou dilúvios da terra, e que, assim, ficaram dela estes pedaços destas ilhas dos Açores sujeitos àquela maldição e trabalho.


O mesmo Platão diz que a Atlântida era fertilíssima, produzia todos os metais em grandíssima abundância, principalmente cobre, e, como estes não se criam senão em terras que têm muita matéria de fogo, como é enxofre, pedra-ume, salitre, e outros minerais menores, claro está que serão sujeitas a terramotos, a incêndios e dilúvios  . E já sabem todos que nesta ilha e nas demais dos Açores há tanto disto, principalmente, de enxofre, de marcassite e de pedra-ume, que, por isso, dizem que bem parecem com a mãe de que procederam.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Atlândida - Parte 1



A história antiga da humanidade em grande parte se constitui um enigma, enigma esse devido à ignorância das pessoas que a escreveram e dataram certos eventos. Podemos perceber isto tendo em vista, por exemplo, o que dizem a respeito da esfinge, pois atualmente estudos provam que ela data de 12.000 a.C. a 10.500 a.C., enquanto que a história que divulgam datam-na de apenas de 4.000 a.C.

Uma outra indagação que deve ser feita diz respeito à distribuição de pirâmides no mundo. Elas são encontradas não somente no Egito, mas também na China e na América Central, mostrando a interligação dessas culturas no passado. O que interliga todas essas civilizações antigas? A única resposta que melhor responde a essas perguntas, e outras a respeito do mundo antigo, é a existência da Atlântida.

A primeira fonte de informação que chegou ao mundo moderno é sem dúvida os escritos de Platão. Foi ele quem primeiro falou da existência de uma ilha então submersa à qual foi dado o nome de Atlântida. Platão tomou conhecimento da Atlântida através de Sólon, que, por sua vez lhe foi referido por pelos sacerdotes egípcios, num dos templos da cidade egípcia de Saís.

Na verdade a Atlântida data de pelo menos 100.000 a.C., então constituindo não uma ilha e sim um imenso continente que se estendia desde a Groelândia até o Norte do Brasil. Sabe-se que os atlantes chegaram a conviver com os lemúrios, que viviam num continente no Oceano Pacifico aproximadamente onde hoje se situa o Continente Australiano. Naquele continente Atlante havia muitos terremotos e vulcões e foi isto a causa de duas das três destruições que acabaram por submergi-lo . A terceira destruição não foi determinada por causas naturais. Na primeira destruição, em torno de 50.000a.C. várias ilhas que ficavam junto do continente atlante afundaram, como também a parte norte do continente que ficava próximo a Groelândia, em decorrência da ação dos vulcões e terremotos. A segunda destruição, motivada pela mudança do eixo da Terra, ocorreu em torno de 28.000 a.C., quando grande parte do continente afundou, restando algumas ilhas, das quais uma que conectava o continente Atlante à América do Norte. E a terceira foi exatamente esta onde floresceu a civilização citada por Platão e que por fim foi extinta, em uma só noite, afundando-se no mar restando apenas as partes mais elevadas que hoje corresponde aos Açores descrita por Platão.

Para se estudar bem a Atlântida deve-se considerar que esse nome diz respeito a três civilizações distintas, pois em cada uma das destruições os que restaram tiveram que recomeçar tudo do início.

Atlântida 100.000 a.C. a 50.000 a.C.

Sobre a Atlântida antes da primeira destruição (antes de 50.000 a.C.) pouco se sabe. Diz-se haver sido colonizada pelos lemurios que haviam fugido do continente onde habitavam, também sujeito a cataclismos imensos, quando então se estabeleceram correntes migratórias fugitivas das destruições que ocorriam na Lemúria, algumas delas dirigiram-se para o Sul Atlântida.

Estes primeiros Atlantes julgavam a si pelo caráter e não pelo que tinham e viviam em harmonia com a natureza. Pode-se dizer que 50% de suas vidas era voltada ao espiritual e os outros 50% para o lado prático, vida material.  Possuíam grandes poderes mentais o que lhes conferia domínio da mente sobre o corpo. Eles faziam coisas impressionantes com os seus corpos. Assim viveram por muito tempo até que, em decorrência da proximidade do sul da Atlântida com o Continente Africano, várias tribos agressivas africanas dirigiram-se para a Atlântida forçando os Lemurios estabelecidos na Atlântida a se deslocarem cada vez mais para o norte do continente atlante. Com o transcorrer do tempo os genes dos dois grupos foram se misturando.

Em 52.000 a.C. os Atlantes começaram a sofrer com ataques de animais ferozes, o que os fizeram aumentar seus conhecimentos em armas, motivando um avanço tecnológico na Atlântida. Novos métodos de agricultura foram implementados, a educação expandiu, e conseqüentemente bens materiais começaram a assumir um grande valor na vida das pessoas, que começaram a ficar cada vez mais materialistas e conseqüentemente os valores psíquicos e espirituais foram decaindo. Uma das conseqüências foi que a maioria dos atlantes foi perdendo a capacidade de clarividência e suas habilidades intuitivas por falta de treinamento e uso, a ponto de começarem a desacreditar na mencionadas habilidades.

Edgar Cayce afirma que dois grupos diversos tiveram grande poder nessa época, um deles chamados de "Os Filhos de Belial". Estes trabalhavam pelo prazer, tinham grandes posses, mas eram espiritualmente imorais. Um outro grupo chamado de "As Crianças da Lei Um", era constituído por pessoas que invocavam o amor e praticavam a reza e a meditação juntas, esperando promover o conhecimento divino. Eles se chamavam "As Crianças da Lei Um" porque acreditavam em Uma Religião, Um Estado, Uma Casa e Um Deus, ou melhor, que Tudo é Um. Logo após essa divisão da civilização atlante, foi que ocorreu a primeira destruição da Atlântida, ocasião em que grande número de imensos vulcões entraram em erupção. Então uma parte do povo foi para a África onde o clima era muito favorável e possuíam muitos animais que podiam servir como fonte de alimentação. Ali os descendentes dos atlantes viveram bem e se tornaram caçadores. A outra parte direcionou-se para a América do Sul onde se estabeleceu na região onde hoje é a Bacia Amazônica. Biologicamente os atlantes do grupo que foi para a América do Sul começaram a se degenerar por só se alimentarem de carne pensando que com isso iriam obter a força do animal, quando na verdade o que aconteceu foi uma progressiva perda das habilidades psíquicas. Assim viveram os descendentes atlantes até que encontraram um povo chamado Ohlm, remanescentes dos descendentes da Lemúria, que os acolheram e ensinaram-lhes novas técnicas de mineração e agricultura.

As duas partes que fugiram da Atlântida floresceram muito mais do que aquela que permanecera no continente, pois em decorrência da tremenda destruição os remanescentes praticamente passaram a viver como animais vivendo nas montanhas durante 4.000 anos, após o que começaram a estabelecer uma nova civilização.

Atlântida 48.000 a.C. a 28.000 a.C.

Os atlantes que estabeleceram uma nova civilização na Atlântida começaram  de forma muito parecida com o inicio da colonização que os Lemurios fizeram na Atlântida. Eles se voltaram a trabalhar com a natureza e nisso passaram milhares de anos, mas com o avanço cientifico e tecnológico também começaram a ficar cada vez mais agressivos, materialistas e decadentes. Os tecnocratas viviam interessados em bens materiais e desrespeitando a religião. A mulher se tornou objeto do prazer; crimes e assassinatos prevaleciam, os sacerdotes e sacerdotisas praticavam o sacrifício humano. Os atlantes se tornaram uma civilização guerreira. Alguns artistas atlantes insatisfeitos fugiram para costa da Espanha e para o sudoeste da França, onde até hoje se vêem algumas de suas artes esculpidas nas cavernas. Em 28.000 a.C. com a mudança do eixo da Terra, os vulcões novamente entraram em grande atividade acabando por acarretar o fim da segunda civilização atlante. Com isso novamente os atlantes fugiram para as Antilhas, Yucatã, e para a América do Sul.

Atlântida 28.000a.C. a 12.500 a.C.

Esta foi a civilização atlante que foi descrita por Platão.

Mais uma vez tudo se repetiu, os que ficaram recomeçaram tudo novamente, recriando as cidades que haviam sido destruídas, mas inicialmente não tentando cometer os mesmos erros da florescente civilização passada. Eles unificaram a ciência com o desenvolvimento espiritual a fim de haver um melhor controle sobre o desenvolvimento social.

Começaram a trabalhar com as Forças da Natureza,  tinham conhecimento das hoje chamadas linhas de Hartman e linhas Ley, que cruzam toda a Terra, algo que posteriormente veio a ser muito utilizado pelos celtas que construíram os menires e outras edificações em pedra. Vale salientar que eles acabaram por possuir um alto conhecimento sobre a ciência dos cristais, que usavam para múltiplos fins, mas basicamente como grandes potencializadores energéticos, e fonte de registro de informações, devido a grande potência que o cristal tem de gravar as coisas.

Os Atlantes tinham grande conhecimento da engenharia genética, o que os levou a tentar criar “raças puras”, raças que não possuíssem nenhum defeito. Esse pensamento persistiu até o século XX a ser uma das bases do nazismo.

Os Atlantes detinham grandes conhecimentos sobre as pirâmides, há quem diga que elas foram edificadas a partir desta civilização e que eram usadas como grandes condutores e receptores de energia sideral, o que, entre outros efeitos, fazia com que uma pessoa que se encontrasse dentro delas, especialmente a Grande Pirâmide, entrava em estado alterado de consciência quando então o sentido de espaço-tempo se alterava totalmente.

É certo que os habitantes da Atlântida possuíam um certo desenvolvimento das faculdades psíquicas, entre as quais a telepatia, embora que muito aquém do nível atingido pelos habitantes da primeira civilização.

Construíram aeroplanos, mas nada muito desenvolvido, algo que se assemelharia mais ao que é hoje é conhecido como “asa delta”. Isto tem sido confirmado através de gravuras em certos hieróglifos egípcios e maias.

Também em certa fase do seu desenvolvimento os atlantes foram grandes conhecedores da energia lunar, tanto que faziam experiências muito precisas de conformidade com a fase da Lua. A par disto foram grandes conhecedores da astronomia em geral.

Na verdade os atlantes detiveram grandes poderes, mas como o poder denigre o caráter daquele que não está devidamente preparado para possuí-lo, então a civilização começou a ruir. Eles começaram a separar o desenvolvimento espiritual do desenvolvimento científico. Sabedores da manipulação dos gens eles desenvolveram a engenharia genética especialmente visando criar raças puras. Isto ainda hoje se faz sentir em muitos povos através de sistemas de castas, de raça eleita ou de raça ariana pura. Em busca do aperfeiçoamento racial, como é da natureza humana o querer sempre mais os cientistas atlantes tentaram desenvolver certos sentidos humanos mediante gens de espécies animais detentoras de determinadas capacidades. Tentaram que a raça tivesse a acuidade visual da águia, e assim combinaram gens deste animal com gens humano; aprimorar o olfato através de gens de lobos, e assim por diante. Mas na verdade o que aconteceu foi o pior, aqueles experimentos não deram certo e ao invés de aperfeiçoarem seus sentidos acabaram  criando bestas-feras, onde algumas são encontradas na mitologia grega e em outras mitologias e lendas. Ainda no campo da engenharia genética criaram algumas doenças que ainda hoje assolam a humanidade.

A moral começou a ruir rapidamente e o materialismo começou a crescer. Começaram a guerrear. Entre estas foi citada uma que houve com a Grécia, da qual esta foi vitoriosa. Enganam-se os que pensam que a Grécia vem de 2 000 a.C. Ela é muito mais velha do que o Egito e isto foi afirmado a Sólon pelo sacerdote de Sais. Muitos atlantes partiram para onde hoje é a Grécia e com o uso a tecnologia que detinham se fizeram passar por deuses dando origem assim a mitologia grega, ou seja, constituindo-se nos deuses do Olimpio.

Por último os atlantes começaram a fazer experimentos com displicência de forma totalmente irresponsável com cristais e como conseqüência acabaram canalizando uma força cósmica, que denominaram de "Vril", sob as quais não tiveram condições de controla-la, resultando disso a destruição final da Atlântida, que submergiu em uma noite. Para acreditar que um continente tenha submergido em uma noite não é muito fácil, mas temos que ver que a tecnologia deles eram muito mais avançadas do que a nossa, e que o poder do cristal é muito maior do que imaginamos, pois se formos vê os cristais estão em tudo com o avanço tecnológico, um computador é formado basicamente de cristais e o laser é feito a parti de cristais. Mas antes da catástrofe final os Sábios e Sacerdotes atlantes, juntamente com muitos seguidores, cientes do que adviria daquela ciência desenfreada e conseqüentemente que os dias daquela civilização estavam contados, partiram de lá, foram para vários pontos do mundo, mas principalmente para três regiões distintas: O nordeste da África onde deram origem a civilização egípcia; para América Central, onde deram origem a Civilização Maia; e para o noroeste da Europa, onde bem mais tarde na Bretanha deram origem à Civilização Celta.

A corrente que  deu origem a civilização egípcia inicialmente teve muito cuidado com a transmissão dos ensinamentos científicos a fim de evitar que a ciência fora de controle pudesse vir a reeditar a catástrofe anterior. Para o exercício desse controle eles criaram as “Escolas de Mistérios”, onde os ensinamentos eram velados, somente sendo transmitidos às pessoas que primeiramente passassem por rigorosos testes de fidelidade.

Os atlantes levaram com eles grandes conhecimentos sobre construção de pirâmides, e sobre a utilização prática de cristais, assim como conhecimentos elevados de outros ramos científicos, como matemática, geometria, etc.  Pesquisas recentes datam a Esfinge de Gizé sendo de no mínimo 10.000 a.C. e não 4.000a.C. como a egiptologia clássica afirma.  Edgar Cayce afirmou que embaixo da esfinge existe uma sala na qual estão guardados documentos sobre a Atlântida, atualmente já encontraram uma porta que leva para uma sala que fica abaixo da esfinge, mas ainda não entraram nela. A Ordem Hermética afirma a existência não de uma sala, mas sim de doze.

A corrente que deu origem a civilização maia, foi muito parecida com a corrente que deu origem a civilização egípcia. Quando os atlantes que migraram para a Península de Yucatã antes do afundamento final do continente, eles encontraram lá povos que tinham culturas parecidas com a deles, o que não é de admirar, pois na verdade lá foi um dos pontos para onde já haviam migrado atlantes fugitivos da segunda destruição.

Também os integrantes da corrente que se direcionou para o Noroeste da Europa, e que deu origem mais tarde aos celtas, tiveram muito cuidado com a transmissão do conhecimento em geral. Em vez de optarem para o ensino controlado pelas “Escolas de Mistérios” como acontecera no Egito, eles optaram por crescer o mínimo possível tecnologicamente, mas dando ênfase especialmente os conhecimentos sobre as Forças da Natureza, sobre as energias telúricas, sobres os princípios que regem o desenvolvimento da produtividade da terra. Conheciam bem a ciência dos cristais, e da magia, mas devido ao medo de fazerem mau uso dessas ciências eles somente utilizavam-nos, mas no sentido do desenvolvimento da agricultura, da produtividade dos animais de criação, etc.

Atualmente as pessoas vêem a Atlântida como uma lenda fascinante, como algo que mesmo datando de longa data ainda assim continua prendendo tanto a atenção das pessoas. Indaga-se do porquê de tanto fascínio? Acontece que ao se analisar a história antiga da humanidade vê-se que há uma lacuna, um hiato, que falta uma peça que complete toda essa história. Muitos estudiosos tentam esconder a verdade com medo de ter que reescrever toda a história antiga, rever conceitos oficialmente aceitos. Mas eles não explicam como foram construídas as pirâmides, como existiram inúmeros artefatos e achados arqueológicos encontrados na Ásia, África e América e inter-relacionados. O como foram construídos as pirâmides e outros monumentos até hoje é um enigma. Os menires encontrados na Europa, as obras megalíticas existentes em vários pontos da terra, os desenhos e figuras representativas de aparelhos e até mesmo de técnicas avançadas de várias ciências, os autores oficiais não dão qualquer explicação plausível.

Os historiadores não acreditam que um continente possa haver afundado em uma noite, mas eles esquecem que aquela civilização foi muito mais avançada que a nossa. Foram encontradas, na década de 60, ruínas de uma civilização no fundo do mar perto dos Açores, onde foram encontrados vestígios de colunas gregas e até mesmo um barco fenício. Atualmente foram encontradas ruínas de uma civilização que também afundou perto da China.

As pessoas têm que se conscientizar de que em todas as civilizações em que a moral ruiu, ela começou a se extinguir, e atualmente vemos isso na nossa civilização, e o que é pior, na nossa civilização ela tem abrangência mundial, logo se ela rui, vai decair todo o mundo. Então o mais importante nessa história da Atlântida não é o acreditar que ela existiu e sim aprender a lição para nós não enveredemos pelo mesmo caminho, repetindo o que lá aconteceu.